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Adriano diz que não vai dar calote e que recebeu a prefeitura com dívidas do ex-prefeito Hélio de Mundinho

Sob o silêncio sepulcral do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o prefeito do município de Guamaré (RN), Francisco Adriano Holanda Diógenes, prepare-se para demitir, em pleno período natalino, cerca de dois mil trabalhadores que prestam serviços a Prefeitura Municipal, através de empresas terceirizadas.


Para substituir as atuais empresas que prestam serviços ao município, Adriano Holanda tem em mente usar o famoso recurso “emergencial”, para viabilizar contratação sem licitação. Os contratos dos atuais prestadores de serviços seriam rescendidos sem aviso e justificativa prévia.

O prefeito nega que haverá demissões e diz que o que está havendo é apenas uma substituição do “formato de contratação que nada tem a ver com a Marca ou os moldes que Natal adotou na época e causou todo aquele imbróglio jurídico”.

Ele justifica as medidas que está implementando como uma consequência da queda da arrecadação. “O que acontece, é que apesar de termos, sim, uma boa arrecadação, essa receita caiu significativamente, obrigando o município a renegociar todos os seus contratos para colocar dentro de uma realidade orçamentária, sem prejudicar os serviços essenciais oferecidos à população, como também, sem gerar uma crise ou um caos social, com o desemprego desses pais de famílias”, argumenta.

E acrescenta: “Na verdade, algumas terceirizadas nos procuram e propuseram demitir os trabalhadores para reduzir o valor do contrato, mas optamos por outro caminho, justamente para assegurar o emprego e não prejudicar os serviços essenciais”.

Sobre atrasos com as terceirizadas, Adriano Holanda diz que “já recebeu a prefeitura com as empresas em situação de atraso de pagamento”. “Começamos a buscar alternativas, tendo em vista que a queda da receita nos apontar ser impossível a manutenção de R$ 5 milhões em serviços de pessoal terceirizados. Não vamos dá calote em ninguém. Muito pelo contrário, chamamos os representantes das empresas e apresentamos a situação. Vamos parar por aqui, dividir o débito e tocar a gestão à frente sem prejuízos para a população na prestação de serviços. Para você ter uma ideia, as empresas ainda não receberam as repactuações de 2017 e 2018. Estou negociando essas dívidas para pagar tudo, dentro das possibilidades reais de desembolso da prefeitura”, explica. O ex-prefeito de Guamaré era Hélio de Mundinho (foto) que teve o mandato cassado.

Por Blog Robson Pires
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